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Por favor, questionem tudo o que aqui possam ler... |
Só quem já nasceu é a favor do aborto Certamente por não terem grandes assuntos para debater, alguns (espero que sejam só alguns) dos nossos eurodeputados solidarizaram-se com as portuguesas (e, com elas, com todas as mulheres do mundo) acusadas de prática clandestina de aborto. Assim, segundo a eurodeputada comunista Ilda Figueiredo, uma declaração de solidariedade para com as 17 mulheres acusadas de prática de aborto clandestino na Maia (Portugal) recebeu o apoio de mais de 50 membros do Parlamento Europeu. O âmbito desta iniciativa foi entretanto alargado, por iniciativa de Ilda Figueiredo, a personalidades da vida política, social e cultural de diversos países, bem como a numerosas organizações sociais, contando já com 39 assinaturas. Esta é "uma situação inadmissível que me custa muito a aceitar por razões de solidariedade humana", disse Ilda Figueiredo, razão pela qual, justificou, decidiu tomar a iniciativa de complementar e secundar no plano internacional as acções de solidariedade que estão em curso em Portugal, designadamente por parte da Plataforma pelo Direito de Optar. Os signatários da declaração dizem estar "profundamente chocados com a informação de que em Portugal 17 mulheres estão a ser julgadas num Tribunal sob a acusação de prática de aborto clandestino". Manifestam ainda o seu "sentimento profundo" de que uma tal situação representa "uma inadmissível provação", "uma ofensa à dignidade das mulheres" e "uma agressão a valores de civilização". Ilda Figueiredo, tal como todos os outros e outras que alinham nesta palhaçada, está segura da sua impunidade nesta matéria. É que, para bem da eurodeputada comunista, não é possível aplicar a retroactividade ao aborto. Se fosse... haveria muita gentalha a pensar duas vezes. Porque, quer se queira ou não, só é favor do aborto (exceptuam-se os casos clínicos) quem já nasceu, a verdadeira «ofensa à dignidade das mulheres» é protagonizada por todos aqueles (ou aquelas) que, à revelia dos mais elementares direitos da humanidade, acham ter o direito de decidir sobre a vida de alguém, mesmo que seja o próprio filho. «Agressão a valores de civilização» é querer assassinar um filho. Esses arautos do aborto, aceitam que é crime matar um filho um dias depois de ele sair da barriga da mãe, mas já não acham o mesmo quando ele ainda está lá dentro. Francamente... Por isso, estou disposto a subscrever a tese de Ilda Figueiredo desde que (e quando) seja possível fazer abortos retroactivos. Alguém saberia a onde iria parar se isso fosse possível? 04.Dez.01 |
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