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 EDITORIAL (ARQUIVO)

Café Luso

António J. Ribeiro, administrador do Portugal em Linha, acaba de lançar as «Conversas no Café Luso». Neste espaço, seis colaboradores espalhados por alguns dos cantos do Mundo (Canadá, Brasil, Suíça, Angola e Portugal) vão dizer, cada um à medida do possível, de sua justiça.

Importa, desde logo, louvar o trabalho que, desde 1996, é desenvolvido por António Ribeiro no Portugal em Linha e que, entre outras iniciativas, inclui agora esta possibilidade de globalizar as opiniões, os comentários e as críticas tendo por base a Lusofonia e, é claro, um bom café... em boa companhia.

Afinal o que é isto das Conversas no Café Luso?

Todos os lusófonos (mas não só eles, é bom de ver) têm no sangue e na alma a tradição do bom café que, por regra, é acompanhado por dois dedos de conversa sobre os problemas que mais ou menos dizem respeito a todos.

Mesmo que não digam... passam logo a dizer.
E é isso mesmo que, todas as terças feiras, fazem seis amigos que se unem pela Internet à mesma mesa para, dos vários cantos desse mundo ao qual Portugal ajudou a dar luz, dizerem o que lhes vai na alma e, talvez, o que lhes vai no sonho.

Tudo isso pode, igualmente, ser dito por todos aqueles que queiram, enquanto saboreiam um bom café, dar uma opinião sobre as opiniões emitidas.

Dois a dois, os articulistas do Café Luso vão dissecando os temas da actualidade. Temas que, mais uma vez, podem também ser sugeridos por todos aqueles que, mesmo estando na mesa ao lado, entendam entrar na conversa.

Porque as palavras voam mas os escritos permanecem, as opiniões desta Café Luso têm assinatura e rosto. Baseiam-se em diferentes experiências mas, no essencial, comungam da mesma Pátria: a língua portuguesa. Nem sempre, por muito adiantada que esteja a democracia em que cada um vive, será possível dizer o que se pensa ser a verdade.
Fica, contudo, a certeza de que à mesa deste Café Luso poder-se-ão escrever algumas páginas da História da Lusofonia.

Páginas que, é verdade, podem ter também a assinatura de quem acredita que, sendo o comodismo a esterilidade da criação, é preciso reagir.

Reagir em português para bem dos muitos milhões que, um pouco por todo o lado, falam e amam uma Lusofonia que tem de encontrar na diversidade de opiniões, de pensamentos e de filosofias o cimento que as continuará a unir.

Este é, também, um dos desafios das «Conversas no Café Luso». Fazer História é outro, se para tal tivermos engenho e arte... e a alma não for pequena.

14.Ago.2001


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