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Associações juvenis contestam redução de apoios Representantes de várias associações juvenis contestaram, em Abrantes, a redução da verba para o seu sector na proposta de Orçamento de Estado (OE) e exigiram um aumento do apoio directo às estruturas da sociedade civil. Segundo Paulo Afonso, presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), a proposta do OE para 2002 prevê uma redução em 13% na totalidade dos apoios inscritos para políticas de juventude, comparada com o documento aprovado em 2001. No final do 8º Encontro Nacional da Juventude, organizado pelo CNJ, as associações presentes subscreveram uma declaração em que é contestada a política do Governo para o sector. Exigem, no documento, uma participação mais activa do movimento juvenil na "elaboração e concepção das políticas específicas", à semelhança do que já sucede com outros parceiros sociais como os sindicatos e as associações patronais. "Se outras entidades são ouvidas na elaboração do Orçamento, por que é que as associações juvenis não o são?" - questionou Paulo Afonso, contestando ainda o "peso excessivo" do Instituto Português da Juventude (IPJ) na gestão dos programas. "Queremos apoios mais directos às associações sem utilizar o IPJ", afirmou o presidente do CNJ, considerando que em Portugal existe um "défice democrático de participação dos jovens nos organismos de decisão". Para este responsável, os jovens devem ser mais ouvidos nos processos de decisão que lhes dizem respeito. "Não podemos continuar a aceitar que outros decidam por nós sem nos ouvir", avisou Paulo Afonso, defendendo ainda uma consulta nacional que leve à elaboração de um Livro Verde para a juventude. "São necessários compromissos de todas as partes, desde os poderes políticos aos próprios jovens, passando pela sociedade civil, que garantam a participação da juventude nas decisões que lhes dizem respeito", notou Paulo Afonso. Nesse sentido, o CNJ vai propor a obrigatoriedade de Conselhos Municipais da Juventude em todos os concelhos e a criação de um "dia na Assembleia da República dedicado aos problemas dos jovens e à política para o sector". "É necessário que as pessoas discutam estas matérias, particularmente os deputados mais jovens", frisou o presidente do CNJ, apelando à realização de "um grande debate público e político sobre a política de juventude em Portugal". Por outro lado, os participantes no encontro defenderam ainda a criação de uma carta associativa em cada distrito que inventarie e faça um diagnóstico de todos os equipamentos associativos destinados a jovens, à semelhança do que já existe com as cartas escolares. "Queremos saber as necessidades de cada distrito para depois serem definidas prioridades", notou Paulo Afonso, revelando ainda que as conclusões do encontro serão transmitidas a vários organismos do Governo. 12.Nov.01 |
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