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Queda nas remessas dos emigrantes Ana Folhas de Oliveira Jornalista da Agência Lusa As remessas dos emigrantes enviadas para Portugal baixaram significativamente em Setembro, estimando-se em 247 milhões de euros (49,4 milhões de contos), menos 97 milhões de euros (19,4 milhões de contos) do que no mês anterior. Os dados mais recentes do Banco de Portugal, a que a Agência Lusa teve acesso, revelam que esta quebra, na ordem dos 25 por cento, é uma tendência generalizada, em Setembro de 2001, da maioria dos 12 quadros que integram o painel, apenas contrariada pela Suíça, Venezuela e pelo grupo denominado «Os Outros Países». Embora o total de receitas dos emigrantes apresente, ao longo dos últimos doze meses, resultados flutuantes - mas pouco significativos e sem grandes oscilações -, o volume tem vindo a diminuir no seu todo. De acordo com os dados oficiais, Portugal recebeu, em Setembro do ano passado, 279 milhões de euros (55,8 milhões de contos), pelo que os 247 milhões de euros (49,4 milhões de contos) de Setembro de 2001 representam uma quebra de 32 milhões de euros (6,4 milhões de contos). O mês de Fevereiro, com 225 milhões de euros (45 milhões de contos), foi o que até agora registou o valor mais baixo deste ano, enquanto Julho conseguiu o resultado mais alto, ao totalizar 521 milhões de euros (104,2 milhões de contos). No entanto, a tendência de quebra voltou a confirmar-se no mês seguinte, Agosto, com 344 milhões de euros (48,8 milhões de contos). França, com 84 milhões de euros (16,8 milhões de contos), assume a liderança dos países que mais receitas enviaram em Setembro para Portugal, constituindo também o país que, em relação ao mês anterior, apresentou uma maior quebra, menos 82 milhões de euros (16,4 milhões de contos). Surge depois a Suíça, com 66 milhões de euros (13,2 milhões de contos) em Setembro, assumindo uma posição inversa, já que se apresenta como o país que, em relação ao mês anterior, registou um dos maiores aumentos (4 milhões de euros - 800 mil contos), pelo que contrariou os indicadores de descida. Os EUA somaram 26 milhões de euros (5,2 milhões de contos), menos 8 milhões de euros (1,6 milhões de contos) em relação a Agosto, e a Alemanha 21 milhões de euros (4,2 milhões de contos), contra os 27 milhões de euros (5,4 milhões de contos) contabilizados no mês anterior. Abaixo deste valor apresenta-se o Reino Unido, com 14 milhões de euros (2,8 milhões de contos), que perdeu 4 milhões de euros (800 mil contos) face ao mês anterior e o grupo que integra os países do Resto do Mundo, com 12 milhões de euros (2,4 milhões de contos), o mesmo valor registado em Agosto. Situação idêntica aplica-se ao Canadá, que manteve em Setembro de 2001 os mesmos 8 milhões de euros (1,6 milhões de contos) apurados no mês anterior. Depois surge a Venezuela, um dos poucos países a aumentar em Setembro o valor das remessas, reunindo um total de 7 milhões de euros (1,4 milhões de contos), mais um milhão de euros (200 mil contos) face a Agosto. À semelhança dos resultados dos meses anteriores, a Espanha e o Brasil continuam a ocupar a cauda da tabela dos países que menos remessas enviam para Portugal. A Espanha contabilizou um milhão de euros (200 mil contos), constituindo também o país que mais receitas perdeu em relação a Agosto (menos dois milhões de euros, 400 mil contos). O Brasil somou apenas 340 mil euros ( 68 mil contos), registando uma quebra na ordem dos 50 por cento, já que no mês anterior o total estimava-se nos 670 mil euros (134 mil contos). 04.Dez.01 |
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