InícioQuem SouJornalismoLusofoniaPoesiaJuvenilMemóriasLivro AbertoSuas PalavrasEditorialContactosLinks
Editorial
Sinergias de grupo

À convergência das partes de um todo que concorrem para um mesmo resultado chama-se sinergia. Hoje em Portugal, numa altura em que pela mão de José Sócrates o país parece ter descoberto a pólvora, as sinergias afiguram-se como um milagroso remédio que tudo cura, nem que isso signifique engordar a conta bancária dos poucos que têm milhões em detrimento dos muitos milhões que têm cada vez menos.

Leia Mais...
 



 
Monday, 05 January 2009
A rapaziada de Kofi Annan Imprimir E-mail
Tuesday, 12 June 2007
O Conselho de Segurança tem de agravar as sanções contra a UNITA, que tem aumentado as suas acções violentas e lançado ataques que, nos últimos meses, mataram milhares de civis, defendeu um alto funcionário da ONU.
Kofi Annan deveria obrigar os seus funcionários a, no caso de Angola, só falarem com autorização de... Eduardo dos Santos. É que vir dizer que a UNITA aumentou as acções violentas quando, dias antes, o presidente do Governo de Luanda afirmara que a UNITA só tinha forças residuais e que só um milagre a salvaria... não lembra nem ao diabo.
Dizer este tipo de asneiras, ainda por cima sem autorizadas de Eduardo dos Santos, é um crime de graves consequências para a estabilidade do Mundo.

Mais uma vez os rapazes de Kofi Annan demonstram que, em vez de trabalharem para os milhões de angolanos que têm pouco (ou nada), preferem lamber as botas aos poucos que têm milhões. Pelos vistos a UNITA só mata civis e as forças armadas de Luanda só matam militares. Pelos vistos o MPLA tem armas que distinguem os alvos: se for militar... acertam, se não for... desviam.
Numa reunião do Conselho de Segurança sobre Angola, o sub-secretário-geral das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, sustentou que o movimento de Jonas Savimbi é o "primeiro responsável pela continuação do conflito" em Angola.
Claro que é. E ainda bem. Não fosse a determinação de Jonas Savimbi (entre muitos outros, refira-se) e Angola seria hoje, tal como o é Luanda, um pantanal de políticos corruptos onde impera a ditadura dos senhores todo poderosos do MPLA.
"Assim sendo, o Conselho de Segurança tem a responsabilidade de agravar as sanções impostas à UNITA", de forma a forçar o movimento do Galo Negro "a abandonar a violência e a abraçar o processo de paz", defendeu Gambari, conselheiro especial para Angola do secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
Aí está. A ONU tem dois pesos e duas medidas. Luanda pode fazer o que muito bem entende e, por isso, praticar o terrorismo que melhor se enquadra nos seus objectivos. É o que, certamente, Kofi Annan considera um terrorismo bom. Já a UNITA não pode reagir, não pode defender-se. Porquê? Porque tem o exclusivo do terrorismo mau.
Numa declaração oficial lida na reunião, o Conselho de Segurança reafirmou a intenção "de manter as sanções em curso e fiscalizar a sua eficácia", apelando também aos Estados membros para "cumprirem, na íntegra, a implementação do regime de sanções".
Aliás, acho muito bem que as sanções sejam implacáveis. Com elas pode a UNITA muito bem. Para que Jonas Savimbi tenha armas é suficiente que os amigos de Kofi Annan as forneçam aos «ninjas» de Eduardo dos Santos.
Em 1998, depois do acordo de paz patrocinado pela ONU, o Conselho de Segurança impôs uma proibição às exportações de diamantes oriundos das zonas controladas pela UNITA, que serviriam de fonte de financiamento do movimento.
Cinco anos antes, em 1993, o Conselho de Segurança impôs também o embargo à venda de armas e combustível à UNITA.
Qual foi o resultado?
A resposta é dada pela própria ONU: «A UNITA tem aumentado as suas acções violentas e lançado ataques que, nos últimos meses, mataram milhares de civis».
Sanções? Não brinquem com a vida dos angolanos. Não falta que as viole, estimando-se que o tráfico de diamantes de Angola atinja actual e anualmente montantes superiores a 350 milhões de dólares (cerca de 79,4 milhões de contos). Mais de um quarto desse montante, cujo valor foi adiantado num relatório da ONU sobre Angola, divulgado em Setembro último, destina-se à UNITA.
"O Conselho de Segurança tem de desempenhar o seu papel em Angola, em particular no acompanhamento da aplicação das sanções, que continuam a ser o melhor meio para obrigar a UNITA a aderir ao processo de paz", afirmou Jean de Ruyt, embaixador da Bélgica nas Nações Unidas, que falou em nome da União Europeia (UE).
Aqui está outro que quando vê um gato pensa tratar-se de uma onça. A UNITA só através do diálogo aderirá à paz. Pelas supostas sanções, com maior ou menor violência, a guerra vai continuar por muito, muito tempo.
No relatório da ONU sobre Angola é claramente expresso que os diamantes provenientes das áreas controladas pela UNITA continuam a seguir para a Bélgica, país onde se situa o maior mercado mundial de diamantes. E é exactamente o embaixador belga que vem pregar as boas maneiras...

17.Nov.01
 
< Anterior   Próximo >


 

 
   
InícioQuem SouJornalismoLusofoniaPoesiaJuvenilMemóriasLivro AbertoSuas PalavrasEditorialContactosLinks
© 2009 Orlando Press Room
Design/Hosting by NOVAimagem!