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O Secretário de Estado das Comunidades avaliou positivamente um ano à frente dos destinos das comunidades portuguesas destacando, nesse período, o ASIC (Apoio Social a Idosos Carenciados) e a aprovação de um Fundo de Emergência. Em entrevista concedida à RDP Internacional, João Rui de Almeida lembrou a sua primeira ida ao estrangeiro onde efectuou um "virar de página" no relacionamento entre a Comunidade e a polícia sul-africana. Neste momento estão a ser estudados protocolos de cooperação entre as polícias portuguesa e sul-africana e apoio psicológico nos consulados para vítimas de violência, acrescentou. Questionado sobre a redução de verbas da sua Secretaria previstas no Orçamento de Estado 2002, João Rui de Almeida contestou as críticas sobre esta diminuição esclarecendo que, por outro lado, aumentaram as verbas para o Conselho das Comunidades e para as acções das associações comunitárias e ligadas aos jovens. O Secretário de Estado das Comunidades destacou na entrevista o papel da juventude e apelou aos movimento associativos dos jovens "porque unidos têm mais força". As associações devem ter em conta que a juventude é o futuro e devem adaptar-se às novas realidades sendo necessário "chamar esses jovens a participar senão ficam envelhecidas", disse ainda. João Rui de Almeida pôs a tónica das suas declarações no papel do Conselho das Comunidades (CCP) um órgão que, de futuro, ainda será mais importante sendo "essencial pô-lo a funcionar a dar-lhe a dignidade que deve ter". A decisão de adiar a sua eleição "foi a melhor opção", acrescentou. Destacou a proposta do PS para a eleição do CCP, para a qual também contribuiu, considerando-a "revolucionária" porque, pela primeira vez, foram equacionados recenseamentos eleitorais com base nos cadernos de eleitores para a Assembleia da República. O governante classificou de "ignorância" as vozes que argumentavam que, com a alteração do processo de recenseamento proposto, se iria gastar mais dinheiro. "O recenseamento é feito por outras verbas várias. É o STAPE (Secretariado Técnico para Assuntos do Processo Eleitoral) que faz isso e pertence à Administração Interna", enfatizou. Criticou ainda as vozes discordantes relativas à transferência de verbas referentes à informatização consular, um dos juízos que mais lhe custou a ouvir "porque é dos gestos de maior importância e de uma visão moderna do que deve ser a gestão informática de um Ministério dos Negócios Estrangeiros" e por isso "dei a minha contribuição concordando" com a transição de verbas. Questionado sobre os passaportes roubados, o Secretário de Estado das Comunidades garantiu que estão a ser feitos estudos para afiançar a segurança destes documentos e eliminação "mais adequada" dos antigos. Explicou que estão ainda em curso investigações sobre os passaportes roubados, mas com o novo modelo não se registaram quaisquer furtos. Na entrevista, João Rui de Almeida revelou que os novos passaportes já podem ser emitidos em 55 consulados o que corresponde à capacidade de resposta em relação aos pedidos na ordem dos 90 por cento e pediu a compreensão aos portugueses pela actual demora na emissão destes documentos. O governante desvalorizou suspeitas que davam como certa a reavaliação de Portugal pelos EUA por causa dos passaportes roubados afirmando que "a equipa técnica (dos EUA) ficou bem surpreendida. Temos informações que ficaram surpreendidos com a abertura demonstrada porque não temos nada a esconder". "O que estamos a fazer, estamos a fazer bem feito", salientou, e focou o caso das oposições partidárias que, neste domínio, não ajudaram nada "ao bom nome de Portugal". Para o próximo ano, João Rui de Almeida formulou votos de ver reforçado o apoio social às comunidades portuguesas e um incremento nas questões da Educação, esta última vertente potenciada pela criação de uma rede de ensino "mais equilibrada em todo o mundo" e uma maior ligação entre o Instituto Camões e as coordenações de ensino.
23.Dez.01
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