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O líder do CDS/PP, Paulo Portas, disse em São João da Pesqueira que a primeira prioridade de um governo "que integre" o seu partido será a de "pôr a economia a funcionar", o que implica "inverter a lógica fiscal dos socialistas". "É preciso pôr a economia a crescer mais do que a média europeia. Para isso torna-se absolutamente indispensável uma política fiscal que, baixando seriamente as taxas, incentive o investimento, atraia riqueza e provoque o crescimento", sustentou o líder democrata-cristão. Trocar o Rendimento Mínimo Garantido por uma "pensão melhor garantida", "romper com os interesses instalados no sistema público de saúde" e dar "força, poder, credibilidade e prestígio" às polícias serão outras prioridades do CDS/PP se e quando chegar ao poder, acrescentou Paulo Portas. Na saúde, as reformas estruturais, que o líder do CDS/PP preconiza, passam por "colocar o doente, e só o doente, no centro das preocupações, mesmo que isso implique tomar medidas radicais". "É preciso cortar com a promiscuidade entre o público e o privado e libertar o sistema dos delegados da propaganda partidária, substituindo-os por gestores hospitalares profissionais competentes", defendeu. A introdução dos medicamentos genéricos ("há 27 anos prometida e há 27 anos esquecida") é outra medida que Paulo Portas reputa de essencial, "doa a quem doer", considerando que "saem 20% mais baratos e produzem o mesmo efeito". Referindo-se à necessidade de reforçar o poder policial, o líder democrata-cristão defendeu que essa "não é uma forma de limitar a liberdade, como pensa a Esquerda, mas de a devolver aos cidadãos". "A Esquerda acha que o inimigo é o polícia, mas eu acho que o inimigo é o ladrão", comentou. Numa leitura dos "dois mil dias de desgoverno socialista", Paulo Portas disse que não acredita nas promessas de uma gestão eficiente "feitas agora por um primeiro-ministro com um ar pintadinho de fresco". "Mudar ministros, mudar de políticas como quem muda de camisa, nada resolve. O Governo socialista está esgotado", sentenciou. Como exemplo do "desgoverno socialista", o líder do CDS/PP referiu o TGV, "trem de grande velocidade para os técnicos e trapalhada a grande velocidade" para o actual executivo. "Há quatro milhões de portugueses a viver o inferno que é o trânsito no acesso às grandes cidades. Essa gente precisa de melhores vias. E no Interior, há muitos portugueses com acessos inacreditáveis, onde ter um aperto de saúde pode significar não chegar a tempo da cura. Os milhões do TGV deveriam ser aplicados a resolver estas situações", defendeu.
13.Jul.2002
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