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Monday, 11 June 2007 |
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Não há flor que cante toda a dor que sinto, não há fantoche falante que diga que minto.
É a verdade do nosso sorriso e as lágrimas do nosso olhar que ao longe diviso irem encher o mar.
As flores não são flores e os cravos não são de sol, nesta vida só há dores e flores murchas sem escol.
Na sombra da minha sepultura sinto que não minto, mas sinto a morte que nos beija e cura a ferida que por aqui pinto.
Não são flores de verde pinho nem sequer cravos encarnados, são os espinhos do meu caminho e as cicatrizes de filhos sacrificados.
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