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O secretário de Estado da Juventude manifestou-se "muito satisfeito com a solidariedade dos jovens portugueses com Timor-Leste", que contribuíram para a construção do Centro Juvenil Padre António Vieira, em Díli. Miguel Fontes fez estas declarações na apresentação pública do projecto, que será inaugurado em Outubro, e considerou que "os jovens portugueses deram um sinal da solidariedade com o povo irmão de Timor-Leste". "O Governo português colocou à disposição deste projecto uma verba de 70 mil contos, que é o resultado de parte das receitas do Cartão Jovem, porque os jovens portugueses foram motivados para contribuir para este centro", disse o secretário de Estado. A obra vai disponibilizar uma pousada de juventude com 22 camas, um auditório polivalente para conferências, teatro e projecção de vídeo, salas de formação e informática, uma biblioteca e ainda a Capela de Nossa Senhora da Paz. "É uma estrutura com importância estratégica no território, porque a população juvenil timorense é muito significativa e tem muitos problemas no acesso à formação e às novas tecnologias", prosseguiu Miguel Fontes. Para lá da contribuição dos jovens portugueses e do fundo "Vamos Reconstruir Timor", promovido pela Rádio Renascença, a construção do centro, orçado em 179 mil contos, contou com o patrocínio das várias instituições portugueses públicas e privadas. "Esta obra representa o forte empenhamento da sociedade portuguesa na solidariedade com Timor, num gesto que me apraz registar, porque a sensibilização das pessoas é o maior desafio que se coloca a Timor-Leste", saliento o padre Vítor Melícias, Comissário de Apoio à Transição de Timor. Emocionada com tantos apoios, a timorense Rosalina Dias, da Direcção do Centro Juvenil Padre António Vieira, sublinhou aos jornalistas a "importância fundamental do Centro e a sua enorme influência na sociedade local". "Esta obra vai ser muito importante, porque os jovens timorenses têm muitos problemas e poucas soluções. Vai ser importante para agrupar os jovens, para não deixarmos as crianças na rua e para lhes darmos uma formação moral, espiritual e intelectual", referiu. Rosalina Dias sublinhou ainda a importância do centro para a "intensificação da formação profissional" à população local.
13.Jul.2001
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