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Editorial
Sinergias de grupo

À convergência das partes de um todo que concorrem para um mesmo resultado chama-se sinergia. Hoje em Portugal, numa altura em que pela mão de José Sócrates o país parece ter descoberto a pólvora, as sinergias afiguram-se como um milagroso remédio que tudo cura, nem que isso signifique engordar a conta bancária dos poucos que têm milhões em detrimento dos muitos milhões que têm cada vez menos.

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Wednesday, 03 December 2008
NASA devolve experiências de jovens portugueses Imprimir E-mail
Tuesday, 12 June 2007
Depois de 11 dias em órbita, as amostras portuguesas que viajaram no vaivém espacial Endeavour foram restituídas aos verdadeiros cientistas que vão prosseguir as investigações: os alunos de várias instituições portuguesas de ensino.
A cerimónia, que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações, foi presidida por um quadro da Agência Espacial Norte-Americana, Arnauld Nicogossian, o responsável máximo da NASA para as áreas da Medicina e da Saúde.
A abertura das amostras, guardadas em pequenos tubos de ensaio hermeticamente fechados e acomodadas numa caixa especial, gerou o entusiasmo de todos os presentes, cerca de meia centena de crianças, jovens e adultos, expectantes com as mudanças que o ambiente espacial pudesse ter provocado.
O mesmo entusiasmo que a palavra espaço provoca nos alunos, todos os dias testemunhado por Teresa Paiva Filipe, professora da Escola Secundária Reynaldo Santos, de Vila Franca de Xira, que considera que este tipo de acções tem "grande repercussão no ensino da ciência em Portugal".
"Os alunos aderem muito facilmente, com grande motivação e curiosidade quando se fala em espaço", disse a professora.
De olhos postos nos pequenos tubos e de máquina fotográfica em punho, ninguém quis perder o momento em que as amostras foram devolvidas aos alunos e professores, no quadro daquela que é a primeira participação nacional num programa educativo da NASA, o Space Experiment Module Program (SEM), no contexto do qual jovens de vários países tiveram a possibilidade de preparar e enviar experiências a bordo do vaivém espacial.
Arnauld Nicogossian explicou que a NASA possui muita experiência neste tipo de actividades escolares, tendo já desenvolvido trabalhos com alunos de várias nacionalidades, desde ucranianos a japoneses.
E o saldo não podia ser mais positivo, uma vez que, considera, "esta é a melhor forma de promover e conhecer a ciência", um estímulo à imaginação que a palavra espaço parece potenciar.
Uma imaginação que, aliada à curiosidade, fez com que os alunos não perdessem a oportunidade de perguntar a Nicogossian como vivem os astronautas, como comem, se ficam doentes, dúvidas não muito diferentes das que têm crianças de todo o mundo, disse.
Quem sabe esta vontade de saber não faz com que algum dos jovens presentes se interesse pelo espaço, estude astronomia e esteja, um dia, a responder exactamente às mesmas perguntas.
O sonho de Rute Fonseca, 16 anos, do Clube Ciência Viva, escolhida entre vários alunos portugueses para visitar, entre 26 de Novembro e 1 de Dezembro de 2001, o Centro Espacial da NASA e conviver com aqueles que no futuro espera ter como colegas, os astronautas.
Sementes, vinho do Porto e da Madeira, azeite, açúcares, hologramas e polímeros foram algumas das experiências que estiveram na órbita terrestre, sujeitas ao ambiente de microgravidade, a radiações, a elevadas diferenças de temperatura e a violentas acelerações à partida e à chegada.
Agora, restituídas aos seus verdadeiros donos, as amostras vão ser alvo da segunda fase do programa PULSAR (Portugal - Unified Learning Through Space & Research), que tem por objectivo aferir se as amostras registaram alguma alteração.
As amostras que estiveram sujeitas às condições do espaço vão ser analisadas e comparadas com os materiais de controlo que ficaram em Terra. Dependendo do tipo de material, algumas análises poderão ser realizadas nas escolas.
É o caso das sementes, por exemplo, que terão de ser germinadas em condições idênticas para se determinar a viabilidade e eventuais alterações genéticas e visuais dos materiais que viajaram a bordo do Endeavour.
Por outro lado, a realização de análises às amostras dos vinhos vai exigir o apoio de instituições de investigação que participam no projecto PULSAR (Centro de Biologia Ambiental e Centro de Ciências Moleculares e Materiais, ambos da Faculdade de Ciências, e Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial - INETI).
Também o grau de complexidade das experiências realizadas está dependente, obviamente, do grau de ensino das escolas envolvidas (14 desde o ensino básico ao secundário, mais sete instituições científicas).
Provavelmente um futuro especialista na matéria, André Serrenho, aluno do 11º ano, explicou que as amostras de sacarose e fructose enviadas pela sua Escola Secundária Passos Manuel vão agora ser observadas numa vertente química e biológica, confrontando posteriormente os resultados com os obtidos a partir de açúcar "terrestre".
Já um grupo de pequenos alunos do Externato Estefânia deverá apenas germinar as sementes espaciais no seu cantinho da Ciência, um espaço existente na sala de aula consagrado às suas investigações, explicaram.
"Não sei o que aconteceu às sementes vindas do espaço", disse, cautelosa, Iris, 7 anos, numa atitude de verdadeira cientista: vou esperar pelas experiências para falar dos resultados.

05.Mar.02
 
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