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Editorial
Sinergias de grupo

À convergência das partes de um todo que concorrem para um mesmo resultado chama-se sinergia. Hoje em Portugal, numa altura em que pela mão de José Sócrates o país parece ter descoberto a pólvora, as sinergias afiguram-se como um milagroso remédio que tudo cura, nem que isso signifique engordar a conta bancária dos poucos que têm milhões em detrimento dos muitos milhões que têm cada vez menos.

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Tuesday, 07 September 2010
Casa (é claro!) de apenas alguns angolanos Imprimir E-mail
Tuesday, 12 June 2007
Fazendo minhas as palavras de Carlos Morgado, também eu «amante da paz e do diálogo» repudio o vergonhoso espectáculo montado no acto de inauguração da abusivamente (porque ou é de todos... ou então não vale) chamada "Casa de Angola".
A "Casa de Angola", assumida sucursal do Futungo de Belas, mostra também ser a "Casa da intolerância e da guerra", ofendendo de forma arrogante os sentimentos e a dignidade de Angolanos genuínos, que não beneficiam nem das receitas do petróleo nem dos negócios de armas.
Queimar publicamente bandeiras da UNITA apenas demonstra o carácter totalitário e de ódio criminoso daqueles que pretendem manter a guerra para seu enriquecimento pessoal e dos seus amigos, no momento em que toda a sociedade angolana clama pelo diálogo e pela paz.
Esta é claramente a resposta dos seguidores do Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, ao debate alargado e franco e às resoluções corajosas assumidas por angolanos de variados sectores da sociedade civil, de igrejas e de partidos políticos, na Conferência"Angola: Que Futuro", que terminou em Lisboa.
O desespero dos ditadores é sempre proporcional à determinação dos oprimidos.
Também eu aconselho os autores desta vergonhosa e cobarde acção que, em vez de viverem em Portugal à custa do dinheiro saqueado aos cidadãos de Angola, regressem a Luanda e substituam nas linhas da frente os angolanos forçados a combater numa guerra declarada em 5 de Dezembro de 1998 pelo Presidente Eduardo dos Santos, pois os tempos da ditadura estão a chegar ao fim.
Também eu apelo à Comunidade Angolana residente em Portugal que mantenha a mesma calma e a coragem de lutar a favor do diálogo e da paz. Queimar bandeiras às escondidas é próprio de cobardes e bandoleiros. À provocação dos desesperados deve-se responder com a determinação dos que acreditam na justiça e no futuro.
A Pátria Angolana tem filhos responsáveis e competentes para dirigir os seus destinos, por isso chegou a hora de reforçar o combate a favor do diálogo e da paz. O nosso compromisso é (terá de ser sempre) com a paz e com Angola.

24.Jun.2001
 
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