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Editorial
Sinergias de grupo

À convergência das partes de um todo que concorrem para um mesmo resultado chama-se sinergia. Hoje em Portugal, numa altura em que pela mão de José Sócrates o país parece ter descoberto a pólvora, as sinergias afiguram-se como um milagroso remédio que tudo cura, nem que isso signifique engordar a conta bancária dos poucos que têm milhões em detrimento dos muitos milhões que têm cada vez menos.

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Wednesday, 03 December 2008
Terrorismo da União Europeia e de Eduardo dos Santos Imprimir E-mail
Tuesday, 12 June 2007
O presidente do Governo de Luanda tem aprendido algumas coisas mas, por irreversível defeito de fabrico, continua a não conseguir dar dois passos no mesmo sentido. Dá, como por cá se diz, uma no cravo e outra na ferradura. Quando todos pensamos que, finalmente, José Eduardo dos Santos compreendeu o que é a obra prima do Mestre, lá vem ele mostrar que apenas sabe quem é a prima do mestre de obras.
No final da visita do presidente de S. Tomé e Príncipe a Angola, José Eduardo dos Santos afirmou que o conflito interno em Angola pode ser resolvido rapidamente se existir "boa vontade", salientando que é reduzida a parte que falta concluir do Protocolo de Lusaca.
"As tarefas que estão por realizar são poucas e de pouca monta, de modo que, ainda que haja uma intervenção da comunidade internacional através da ONU, o seu esforço não seria grande, uma vez que a guerra está praticamente no fim», afirmou Eduardo dos Santos.
Até aqui fiquei convencido que, afinal, o presidente do Governo de Luanda sabia mesmo o que era a estrada da Beira.
É então que, mais uma vez, o próprio Eduardo dos Santos se encarrega de confirmar que não apanhou a estrada de Beira mas, isso sim, a beira da estrada.
É que, disse, «a guerra está praticamente no fim porque as forças militares de Savimbi são residuais e, com boa vontade, o problema pode ser resolvido muito rapidamente".
Esta é para aí a milésima vez que Eduardo dos Santos garante que as forças militares de Jonas Savimbi são residuais e que anuncia para amanhã o fim da guerra.
Mas, reconheça-se, não é só Eduardo dos Santos que julga ser um bom pintor só porque conhece as cores do arco-íris. A União Europeia também tem dado sobejos contributos para arranjar problemas para a solução do conflito angolano.
Ainda há poucos dias a Assembleia Paritária UE/ACP (África, Caraíbas e Pacífico) afirmou, em Bruxelas, que as acções perpetradas pela UNITA em Angola são actos terroristas.
Em abono da verdade e da memória (valores que são desconhecidos na União europeia), pergunta-se que qualificativo deve ser dado ao massacre de Luanda que depois se genarilizou pela mão do MPLA a todo o país, e em que foram assassinados mais de 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante da UNITA na CCPM Elias Salupeto Pena e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili, que se encontravam em Luanda com vista a encontrarem uma solução pacífica e negociada, e cujos corpos nunca foram devolvidos às suas famílias?
Ou ao massacre do Pica-Pau (4 de Junho de 1975) no qual 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e mutilados pelo MPLA, no Comité de Paz da UNITA em Luanda?
Ou ao massacre da Ponte do rio Kwanza (12 de Julho de 1975) no qual 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados pelo MPLA, perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção?
Ou... ou... ou....?

01.Nov.01
 
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