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Em Angola, onde nasci em 1954 e vivi até 1975, aprendi que devo ser o que sou e não o que os outros querem que eu seja. Tem sido uma tarefa complicada, tão forte é a pressão dos que nos querem acéfalos, autómatos e, como se isso não bastasse, invertebrados também.É claro que entre as ruas do Bairro de Benfica (foi aí, por trás da Escola Primária, que a parteira Maria de Lupes me deu uma mão) da então Nova Lisboa e a cidade Alta (a terceira rua à direita a seguir ao Colégio das Madres, a caminho do aeroporto, foi a última etapa de um sonho) fui aprendendo outras coisas. Aprendi, por exemplo, que importantes são todos aqueles (e serão certamente alguns) que nos estendem a mão se um dia tropeçarmos numa pedra. Mas também aprendi que mais importantes são todos aqueles (e serão certamente poucos) que tiram a pedra antes de passarmos e que dificilmente saberemos quem são. No Liceu Nacional General Norton de Matos (que saudades Professora Dorinda Agualusa, que saudades!) aprendi coisas que estão arquivadas no disco duro da memória e outras que estão on line. Todas me ajudam a compreender que o possível se faz sem esforço, tal como me permitem entender que a obra prima do Mestre não é a mesma coisa que a prima do mestre de obras. Infelizmente nem todos a distinguem. Infelizmente muitos de nós (já para não falar de muitos dos outros) continuam a confundir a beira da estrada com a estrada da Beira. Foi também lá longe (lá longe onde a saudade castiga mais) que aprendi que não basta ter a faca e o queijo na mão... é preciso ainda tê-los no sítio. Entre dias sem pão e pão sem dias, lá fui (assim dizia João Charulla de Azevedo) projectando o melhor, esperando o pior e aceitando de ânimo igual o que Deus quiser. Formalmente, o curriculum resume o que se tem passado. Mas o que mais conta é que, salvo retoques externos de embalagem, continuo no essencial a acreditar no (im)possível. IDENTIFICAÇÃO Nome: Orlando de Sousa Castro Data de Nascimento: 30 de Outubro de 1954 Local: Nova Lisboa, Huambo, Angola Estado Civil: Casado Filhos: Três (Elisabete Salomé, 24 anos; Liliana Marisa, 18 anos e Orlando Manuel 12 anos) Bilhete de Identidade: Nº 7468031 de 03 de Agosto de 1990, Arquivo de identificação de Lisboa E-mail: orlando@orlandopressroom.com PROFISSÃO: Jornalista - Carteira Profissional Nº 1543 HABILITAÇÕES LITERÁRIAS: Licenciatura em História OUTRAS HABILITAÇÕES: Curso de Secretariado Curso de Técnicas Redactoriais ACTIVIDADES ESCOLARES (Angola) Redactor responsável pelo Jornal «A Voz dos Mais Novos» (Liceu Nacional General Norton de Matos de Nova Lisboa); Responsável pelo Laboratório Fotográfico do mesmo Liceu; Diplomado em Jornalismo pela mesma instituição de ensino. ACTIVIDADES PROFISSIONAIS (Angola 1973/1975) Redactor do diário «A Província de Angola»; Redactor e Chefe de Redacção da revista «Olá! Boa Noite»; Colaborador do Rádio Clube do Huambo; Colaborador da Emissora Comercial do Huambo; Colaborador do bi-semanário «O Planalto». ACTIVIDADES PROFISSIONAIS EM PORTUGAL Redactor do semanário «Pontual»; Colaborador do semanário «O Templário»; Colaborador do «Jornal de Ramalde»; Colaborador do jornal «Vida Social»; Colaborador do semanário «Voz do Barreiro»; Redactor e Chefe da Delegação no Porto do semanário «O País»; Chefe de Redacção da RIT - Revista da Indústria Têxtil; Editor da Secção de Economia do jornal «O Primeiro de Janeiro»; Jornalista e ex-coordenador da Secção de Economia, do «Jornal de Notícias». OUTRAS Autor dos livros: «Algemas da Minha Traição» (1975), «Açores - Realidades Vulcânicas» (1995) «Ontem, Hoje... e Amanhã?» (1997). «Memórias da Memória» (2001, com Prefácio de Arlindo Cunha». Sócio do Centro de Formação de Jornalistas; Sócio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto; Sócio do Clube de Jornalistas do Porto; Vencedor do Prémio Mobis 2000 para o melhor trabalho jornalístico sobre a indústria portuguesa de mobiliário |